O preço que ninguém publica: opacidade no mercado ibérico do azeite
Portugal e Espanha produziram, na campanha 2025/26, aproximadamente 1,2 milhões de toneladas de azeite virgem extra — metade do consumo mundial. E nenhum dos dois países tem uma série de preços à produção actualizada semanalmente, públicas e desagregadas por qualidade.
Isso não é um acidente. É uma estrutura.
Quem sabe o quê
O mercado ibérico do azeite funciona com três camadas de informação com acesso muito desigual:
O comprador institucional vê dezenas de ofertas por semana, tem dados históricos de todas as campanhas, e negocia com informação acumulada de anos.
O broker independente funciona como market-maker informal. A sua vantagem competitiva é a assimetria.
O produtor na maior parte dos casos não sabe o preço que o vizinho praticou no mesmo mês pelo mesmo azeite com a mesma acidez.
O que muda com um benchmark líquido
Um benchmark construído a partir de transacções reais faz três coisas: dá ao produtor uma âncora de negociação, reduz o custo de pesquisa do comprador, e cria memória colectiva no sector.
A primeira publicação do Tradeizi Index está prevista para Outubro de 2026.